Para quem não sabe, voltei do Rio com Zander Catta Preta, famoso e influente escritor carioca que, entre outras coisas, é autor do Urbanóides, o livro mais lido na 4ª série C na Escola Estadual Professor Benedito Tolosa, escola essa eleita pelo Ministério da Educação como "a obra mais hedionda que a humanidade criou" e com o nome proibido de ser citado, segundo a Convenção de Genebra. Puta saudade da minha escola! Enfim, Zander é um escritor imbatível, uma vez que deixou para trás a cartilha Caminho Suave.
Pois bem, voltavámos, e o ônibus deu aquela parada para que fumantes aliviem as bexigas e mijões aliviem os pulmões. Desci para os dois, hipocondríaco que sou. Quando volto, encontro Zander semi-babando e aquele ar de dormitório judeu em Auszhwitz que os ônibus de viagem têm nessas horas. Me acomodo e, prestes a pegar no sono escuto, seguido da levantada de pernas mais bicha da história do can-can francês:
- U-hum!
Sim, ele, Zander, gemia e ria, no melhor estilo "me fode, Jorjão!". Eu me segurei para não acordar o ônibus todo com a risada mais estrambólica da história da humanidade. Não teria tanta graça para o povo, como não a tem esse texto. Mas aposto que, para o Zander, a noite foi engraçada e boa. E para o Jorjão também, claro.
