Gostaríamos de informá-lo... - Philip GourevitchMay 29, 2007 4:19 pm

Chegamos naquele ponto em que o cara admite adultério e a patota ainda vai abraçá-lo. Ok, aconteceu em Brasília, você me diz, e lá tudo pode, tudo é permitido. Eu, de minha parte, não tenho nada contra. Se Renan Calheiros quis enfiar um par de chifres na Dona Verônica, eles que se resolvam. Até dou meu apoio pois Dona Verônica, pelas fotos que vi, é um jaburu (não, não é o Palácio do Jaburu, se bem que lá mora o Zé Alencar) e, em contrapartida, a Mônica Veloso, jornalista qual Renan fez mais do que passar informações, é da turma da Valéria Monteiro, aquela gostosona e bonitona que apresentava o Fantástico quando eu era um moleque ranhento.

Aí, se não me engano, ele pediu desculpas por ter traído a mulher. Pô, além de meter os cornos, ainda pede desculpas da mesa de presidente do Senado (nem para usar o púlpito, de onde sai a maioria das putarias). Pra casa do caraleo, meuô. Vá lá que o Suplicy canta os Racionais, mas o senador momentos tarja preta cantando é bem melhor do que o folhetim das seis que o Renan aprontou e acabou rodando. Pelo menos tem onomatopéias mais legais. E o engraçado é que ele se mostrou sem moral: quando o ACM tinha uma amante na Bahia, a mulher era chamada carinhosamente se "namorada" por todos os veículos de comunicação. Com Renan, a coisa ficou clara: é amante. Na novela tem chifre, tem motel pago por construtora, tem filho (burro pra caraleo, pula a cerca descamisado). Quero ser Toninho Malvadeza.

E nãs bastasse cagar no pau, veio falar de Marco Túlio Cícero, dizendo que ele precaviu os romanos quando o Senado se mostrou um antro de putaria, de facínoras, de acéfalos, enfim, tinha a porra toda lá. Disse que quando o Senado caiu, deu lugar para a ditadura dos impérios em Roma. E caraleo, não fez a porra de um spam? Vai dar uma com a amante e acaba fazendo filho, fala de Roma e não faz spam? Porra Renan, tu é burro pra caraleo!

Mas voltando ao que interessa, tem uma foto da tal da Mônica Veloso no Estadão de hoje. Carnão hein, Renan!


A esquerda, Renan abraça o Jaburu. A direita, Mônica Veloso, que deve depor o quanto antes para esclarecer essa mácula na história da Nação. Depor na Playboy, claro.

Gostaríamos de informá-lo... - Philip GourevitchMay 24, 2007 9:06 pm

Há cinco meses nós conversávamos, e ela cortava um bife como se fosse um bloco de concreto, de tão brava que estava comigo.

Há cinco meses eu não era tão feliz quanto hoje, mas já sentia que a cada dia essa felicidade aumentaria mais e mais.

Há cinco meses atrás não imaginávamos que esse texto seria escrito.

Há cinco meses atrás dissemos "estamos namorando".

Daqui a cinco meses, cinco anos, cinco vidas, eu espero que esteja tudo como hoje, na mais plena perfeição.

Parabéns para nós e desculpa por eu ser o namorado mais esquecido e cabeça de vento de todo o Universo.

PS: quem comentar "mimimimimimimimi" vai ganhar de brinde um tijolo. Menos a , porque o "mimimimimimimi" dela é lindo.

Gostaríamos de informá-lo... - Philip GourevitchMay 23, 2007 9:38 pm

Ainda na rebarba da Operação Navalha (uia, que foda!), se já pegaram Zuleido, Zulmar e o Silas Rondeau (outra infâmia, na sequência!), não duvido que daqui a alguns anos meus sobrinhos, filhos da Zuleide do post abaixo, aparecerão em manchetes de uma futura Operação Tesoura (ok, essa foi muito ruim). Explico: um se chama David Willian, outro Denis Wiverson e, last but not least, Derick Wislan. É nóis na PF!

Gostaríamos de informá-lo... - Philip Gourevitch 9:33 pm

Zuleide, minha irmã, lê a Veja e exclama indignada, a ponto de mandar matar o Mainardi:

- Pô, o nome do cara é Zuleido?!

Gostaríamos de informá-lo... - Philip Gourevitch 2:24 pm

Ok, ele não é nenhum Goebells e o Saramago não deixará de escrever por causa dele. Mas a atitude de Roberto Carlos, o Rei, de entrar na Justiça para que a sua biografia não autorizada "Roberto Carlos em detalhes" (perceba que o livro deve ser uma bomba - não confunda com bombástico - só pelo trocadilho infame) fosse recolhida das livrarias me deixou puto da vida com o compositor de uma música tão do caraleo de brega e foda como "Cavalgada".

Doido ele está faz tempo. Antes mesmo daquela forma paranóica de lidar com a morte da Maria Rita e de contar que tem Transtorno Obsessivo Compulsivo, Robertão compôs "Jesus Cristo", atestado de loucura maior do que a versão de outra música do Rei, "hoje eu tive um sonho, foi o mais bonito, que eu tive em toda a minha vida", cantada pelo Bandido da Luz Vermelha (procurem no Youtube, é uma das melhores coisas já transmitidas pela TV no mundo). Se ele quer compor porcarias, brigar com o Erasmo, fazer o diabo, que faça. Agora proibir a publicação de um livro que talvez seja para lá de mequetrefe é algo que deveria ser proibido, levantando aquela bandeira dos franceses do "é proibido proibir". Se o cara é bizarro, insano, compositor de músicas para baixinhas, portador de TOC e manco, isso é um problema dele, não nosso. Eu quero comprar o diabo do livro, porque eu leio qualquer merda. Agora, por causa dele, 11 mil estão fora de circulação e, segundo informam o Estadão e O Globo de hoje, ele ainda não sabe o que vai fazer com o lote, mas não vai queimar.

Eu sugiro uma perna mecânica de papel, nesses tempos de Al Gore e uma verdade incoveniente. Ou então dobre todos e enfie no próprio rabo e no dos donos da Planeta, a editora mais covarde do mundo.

Gostaríamos de informá-lo... - Philip GourevitchMay 21, 2007 4:55 pm

Ok, é um filme coreano com um "bagre" gigante. A merda toda acontece na época em que as pessoas prestavam atenção na Coréia não por causa dos sucessivos (e sucedidos) roubos em Copa do Mundo, mas sim por causa da zona desmilitarizada que separa a Coréia do Sul da Coréia do Cabeludo Doente com Voz do Eric Cartman (é, o Kim Jong-Il). Pois bem, temos um cientista americano e um coreano.

- Eles estão em um avião? Se sim, já ouvi essa…

Some. O médico americano é tipo o Roberto Carlos. Não, ele não manca nem censura livros. Ele tem problemas com Transtorno Obsessivo Compulsivo e, quando vê poeira (levaaaaaaantou poeira!) nas garrafas de formol, ele não pensa duas vezes.

- E bebe tudo, né?

Não, ele manda o coreano jogar no Rio Han, o Tietê deles. O coreano ainda tenta argumentar que a coisa não é assim, que coreanos bebem aquela água, que "a 25 de março fecha se morrermos", mas o médico americano não está nem aí e manda dar fim nas 345 garrafas de produtos químicos.

Em suma, deu merda. Cerca de quinze anos depois, o tal bagrão emerge do Rio Han e toca terror nos olhos puxados. Até aí tudo bem, você já viu tudo isso antes. Só que O Hospedeiro dá um upgrade no conceito de filme de monstros para mostrar que a coisa está além do "bichão faz o povo correr o povo corre bichão se apaixona por algum humano bichão morre". Em primeiro lugar, temos uma espécie de versão coreana da família de Pequena Miss Sunshine no elenco. A menina gente fina, o pai absurdamente retardado, o tio bêbado, a irmã arqueira que perdeu uma medalha de ouro por burrice e o avô gente boa, no melhor estilo Vovô e eu. Nas margens do Han trabalham o avô, o pai blogueiro e a filha esperta, quando o "bagre" surge para um café da manhã rico em proteínas. A coreanada corre, o Homer Simpson do Oriente acaba deixando a filha para trás e aí se desenvolve a trama na luta da família para rever a pequena Josefina (cansei de nomes coreanos).

Até aqui você diz "Júlio, sua besta, eu já vi tudo isso, sei lá, no Godzilla!". Pode até ser, mas a paranóia criada pelo bicho nas entidades coreanas é uma impagável crítica. Entre um surto de gripe a vírus mortal, passando pelo possível uso do agente amarelo na população, fica no ar aquela sensação de vai dar merda que todo país que possui uma zona desmilitarizada pode oferecer. Se não é o bagre hoje, pode ser o Cartman Kim Jong-Il amanhã. E vamos combinar que ele é menos bem apessoado que o bagrão. Algumas cenas são tão hilárias que você só pensa que um remake é possível se o Peter Sellers voltar do Inferno para fazer o filme. E a cena final é de uma ilustração sublime do pânico que deve ser morar na Coréia. Em suma, um filme de terror que diz mais sobre a cabeça do aterrorizado do que o elemento que causa o medo. E um aviso que não víamos desde o célebre Alligator: suas bestas, não joguem qualquer merda pelo ralo.

Para ver: com vontade de comer churrasco.
Vale: a entrada. E se tiver um porção de manjubinhas, jogue no lixo, não na privada.
Nota: de zero a dez, oito e meio. De um trilhão à um trilhão e dez, um trilhão e oito e meio. De um aquário de cinco a um de 200 metros, compre o de 200.

Gostaríamos de informá-lo... - Philip GourevitchMay 18, 2007 7:38 pm

O Silveira, que para quem não conhece é um dos maiores publicitários em atividade, fez esse vídeo que é um primor tanto de filmagem e trilha quanto de texto. Saudade das pipas, das bicicletas, dos jogos de taco. Saudade de ser São, meu caro.

Se um dia você ouvir o nome desse figura em Cannes, não estranhe. Estranhe sim o fato dele ter aquele nariz grande. Hehehehehehehehehehe.

Gostaríamos de informá-lo... - Philip Gourevitch 2:36 pm

O Chan wook-Park é um dos diretores mais interessantes que eu vi surgir no cinema. Apesar daquele jeitão de filme oriental - o cara é coreano, então fica óbvio - ele tem como trunfo as melhores colocações que eu já vi no cinema sobre o tema vingança.

Por si só, o tema pode levar alguém ao céu ou ao inferno. Os filmes sobre a Máfia tratavam bem a coisa, mas no campo mais estético. Você partilha do sentimento dos Corleones não só pela forma única com a qual a família comete a vendetta, mas também pelo italian way of life da turma do macarrão. Em Cassino, do Martin Scorcese, há o modus operandi de Nicky Santoro (Joe Pesci), mas o que mais te prende a película é o Império construído pelo personagem do De Niro e o modo de funcionamento da jogatina em Vegas. Em contrapartida, temos a série Díficil de Matar, que só encanta aos adoradores daquilo que é chamado de trash.

Mas o diretor coreano, famoso nestas bandas por Old Boy e, mais recentemente, por Lady Vingança, diz coisas interessantes sobre vingança em seus filmes. Mais especificamente em Old Boy (corram na Americanas, o filme custa só R$ 12,99 e vai te deixar embasbacado por um bom tempo). Na história, um homem é sequestrado e mantido em cárcere privado por 15 anos. Sempre tem seu cabelo cortado, sua roupa trocada e suas tentativas de suícidio frustradas. Passados os quinze anos, soltam o cara e a única coisa que lhe vem a mente é:

- Hum, vou comer um Big Mac! - Certo?

Não, cazzo. O nosso herói, Oh Dae-sun, quer simplesmente achar o seu algoz e, antes de matá-lo com requintes de crueldade, perguntar:

- Onde é o McDonalds mais próximo? - Certo?

Não, porra, perguntar por que diabos deixaram ele trancado por 15 anos. Para isso, inicia a sua busca por vingança, mal sabendo que tem cada passo vigiado e auxiliado pelo seu sequestrador. Isso mesmo, a vingança é mais do sequestrador do que de Oh Dae-sun. E o melhor, é por um motivo tão imbecil que Oh Dae-sun mal se lembrava do ocorrido.

Partindo dessa premissa, da vingança banal e daquela com razões humanas suficientes, Chan wook-Park constrói uma pequena obra-prima com cenas memoráveis (a inicial, dele segurando um suicida em um terraço pela gravata já vale o ingresso) e nos coloca a pulga atrás da orelha:

- Tem fritas? - Agora é isso, né?

Não, pô, como se mede uma vingança e por que nós temos essa gana de infrigir dor e sofrimento aqueles que nos fizeram sofrer. A frase chave do filme, "ria, e o mundo irá sorrir com você. Chore, e chorará sozinho" é quase que a expiação dos pecados de Oh Dae-sun e do seu sequestrador. Diferente da fábula um tanto facista de Jogos Mortais, Old Boy é quase que um tratado sobre os seres humanos. Essa raça filha de uma santa que adora vingança e McDonalds.

Para ver: com estômago forte e sem vontade de se vingar de alguém.
Vale: duas entradas. Uma para a cena inicial, outra para o resto do filme.
Nota: de zero a dez, dez e meio. De cem a duzentos, 212. De cinco a dez polvos vivos, Oh Dae-sun come os dez sem pestanejar.

Gostaríamos de informá-lo... - Philip GourevitchMay 9, 2007 8:07 pm

Já que o Papa é uma espécie de office-boy de Deus, o Grande Fodão, como diz o Catarro, não pode deixar de pedir para o Sumo Pontífice dar um pulo na Santa Efigênia, padroeira de tudo quanto é coisa falsificada no mundo, para comprar o God of War II. Além disso, como disse o Junior - o cara que afirma que tem Deus entre as pernas como vizinho de Zoraide (não perguntem, é sério) -, ele vai comprar um Ipobre. Deve ser para Javé, e terá Highway to hell, do AC/DC, e One of us, da Joan Osborne, no set list. Quem lê o Jesus me Chicoteia sabe que o Hômi tem um senso de humor foda.

O nosso querido engarrafador de trânsito Bento Ratz Dezesseis também dará um pulo no Pacaembu amanhã. Se ele vai, muita gente acredita que o Grande Fodão também apareça. Logo, no Paca só se vai com a camisa do Timão. Aí quem sabe o Roger nota que ele não é Deus, apesar de vestir a sete do Corinthians e comer a Deborah Secco.

O garoto de recados de Deus também comparecerá à praça Campos de Bagatelle. Isso demonstra que o lugar é amaldiçoado: recebe a festa do Primeiro de Maio e a visita do Ratz Palpatine no mesmo ano. Deve ter um cemitério indígena embaixo daquele terreno.

Ah, e o Bento "eu fui da Juventude Hitlerista e meu Papa preferido é o Pio XII" XVI vai ser recebido pelo Lula. O Grande Fodão, dizem, não vem nessa. Vai mandar Jesus e aquele lance de transformar água em Romanee Conti. Questões diplomáticas, sacomé. O Fodão é um baita político.

Sorte mesmo teve o João de Deus, o Paulinho Segundo, que viu os peitões da Fafá de Belém de perto. Em compensação, teve de cantar Jesus Cristo com o Rei e ganhou uma homenagem da torcida do Flumense, aquela coisa terrível do "a benção João de Deus". E tem gente que diz que esses caras são abençoados.

Gostaríamos de informá-lo... - Philip GourevitchMay 8, 2007 4:49 pm

O Pedro estava impaciente. Já tamborilava com os dedos na mesa quando o João chegou, todo cheio de dedos:

- Pronto, tá feito.
- Assim, com essa má vontade toda?
- Ah, eu não gosto dessa situação…
- Você se importa?
- Sim, é… é… é de uma maldade sem fim.
- Mané maldade o quê! Aí, sabia que a cada minuto cinco pessoas morriam durante o genocídio de Ruanda. E você vem me falar de maldade, pô! Ninguém nunca se sentiu sequer mal pela porra toda lá.
- Ah, eu me sentia mal por Ruanda.
- E fez o quê? Jogou um saquinho de arroz quando aquela sua viagem sei lá para onde fez escala no Zaire?
- Não…
- Pois então! Eu te conheço, rapá. Você não sente remorso! Você seria capaz de vender álcool Zulu para os nazistas na Segunda Guerra!
- Tá bom, tá bom. Me dá a grana.
- Viu, é disso que estou falando.

O Pedro contou, recontou, deu mais uma conferida e entregou.

- Tá aqui.
- E tá errado!
- Como assim?
- Pô, o acordo era o dobro disso!
- E?
- E que você tem de me dar o dobro disso!
- Bah, vai chorar por migalha?
- Vou!

E então o João sacou a .45 e deu um tiro em cada joelho, além do fatal no peito.

- Taí, pra você andar mancando no Inferno, muquirana desgraçado. E só para ir puto da vida, eu fiz seu layout todo esculhambado e os links estavam todos errados!

E dito isto, saiu do bar. Não sem antes dar uma esmola ao mendigo mais próximo, para expiar seus pecados perante o Grande e Todo-poderoso Google.