Na hora do aperto, no calor de um fato a ser posto em texto, sempre há a possibilidade de erros, ou de não se alcançar a magnitude do momento. Exemplo, um jornalista abaixo do WTC quando da queda das torres possivelmente não narrou com a elegância textual que o momento pedia. Mesmo porque, deve ter caído muitos tijolos na testa dele.
Fato é que, ainda hoje, eu não consigo narrar com a presteza que se pede o aniversário que a Blogagi organizou. Talvez seja o modus operandi da surpresa. Quem sabe foi o ineditismo da coisa (que será entendido mais a frente). Talvez seja o pós-álcool, se bem que isso é mais motivo de inspiração. Para isso, talvez seja útil recorrer à clássicos, figuras de linguagem e que tais, para chegar, no máximo, à um por cento do foda que foi o Sete de Setembro deste ano.
Então, tal qual Homero, eu ouvi o canto das ninfas, sereias a entoarem que o menáge era iminente. Saí de Ítaca (atual Pirituba), rumo as ilhas, ainda perguntando a Athena o que me aguardava. Talvez moinhos de vento, talvez um papo a beira da cama com Mefistófeles as himself. Athena tentou me avisar que seria o Zé, mas encontrar o Zé no Caribe seria o fim da picada.
E com as ninfas entoando os cânticos, fomos ao Caribe. Não, nada de piratas. Rum, acho que tinha. Caribe é um motel da Zona Oeste de Sampa. Tal qual Vírgilio e Dante, as ninfas avisavam que o Inferno já passou e tudo era Paraíso agora. Te segura, Beatriz!
Pois bem, no Caribe, ainda recorrendo aos clássicos, a atuação da atendente foi digna de uma Ingrid Bergman no final de Casablanca. Exalando competência, ela quase me fez chorar com tamanha cara de pau em não rir. "O que? O cara do vídeo da punheta, chegando no motel com duas mulheres?" Eu, no lugar dela, daria uma daquelas risadas que só a Glenn Close sabe.
E lá fui eu explorar o recinto. Dois milagres: primeiro, eu não fui direto no frigobar. Segundo, eu estava vestido. Athena, sempre ela, me livra de algumas situações um tanto embaraçosas, como uma foto de cuecas em fotolog alheio. Abri uma porta e a monga o Zé saiu de roupão, assim como Zé Gutão, acompanhado de Gabi, Carol e Eric. Entoavam o cântico de outro ser aquático não mitólogico, que as vezes pode ser degustado só uma vez:
- VOU COMER TEU CU, TEU CU!
Pois é, em rio de japonês, baiacu infla… =S
PS: não dá mesmo para narrar de forma decente o quão maravilhoso, engraçado, foda, do caraleo e demais adjetivos foi a surpresa preparada pela patota. Eu tentei chegar perto e, como pode ser visto acima, não deu nem meio por cento. Da mesma forma que não dá para agradecer em porcas linhas deste lugar o tamanho do carinho tanto dos narrados acima quanto do Miltin, que chegou tarde no Caribe e foi o primeiro a dormir (estranho, estranho, hehehehehehe), da Lelezoca, que ligou às seis da manhã para dar parabéns e, talvez, avisar que meu rim estava na banheira do motel, de Dona Rose, Seu Fausto, Luquinhas e Rodrigo, já intitulados como "família dois" por este, Bia, que deixou scrap mesmo tendo motivos para querer me esganar (desculpas queridona, depois te explico) do pessoal que deixou scrap no orkut, amizades oriundas de faculdade, escola, blog e demais lugares profanos, da Helozita, que ligou à uma da madrugada, retornando uma ligação que eu havia retornado (é, compliquei tudo), mamãe, irmãos e sobrinhos, que me agüentam 365 dias por ano, Claudinha, que cumpriu o prometido e não ligou, Daygo, que gastou um interurbano e ainda queria saber sobre Deuses Gregos, Fê, que também gastou um interurbano, enfim, a tudo e a todos os mais sinceros agradecimentos por cada dia mais foda que o outro. E chega de ser emo! =P
PS2: Gabi me deu A BLUSA comunista mais linda que meu olhinhos maoiístas já viram. Sem dúvida, divide o topo da lista dos presentes fodas junto com a BMX Superstar, o box do Star Wars e o taco de sinuca mais famoso do mundo, Darth Vader, presentes de outros aniversários. Além disso ganhei o Almanaque Anos 80, que segundo Alê eu obedecerei tanto quanto os neoliberais obedecem o Consenso de Washington, ou uma dessas cartilhas imperalistas e blábláblá. Balzacas, tremei! A Lilhoca me disse que vai rolar um presente manufaturado. E que é de argila. Deve ser uma das coisas que ela aprendeu quando viajou pela América Latina em busca do Pablo Escobar comunismo. E Junior, obrigado, mas obrigado mesmo, Obrigado por fumar!