Meio livro de Shakespeare (ou trocadilho infame com Dez coisas que eu odeio em você)
O Eric me imcubiu de fazer uma lista com cinco coisas que eu odeio. Segundo ele, eu sou uma pessoa cheia de amor no coração, quase um pacifista, exceto pelo desprezo que sinto pela besta-mor, Fernando Henrique Cardoso, Putus Est. Ele tem até certa razão, visto que eu gosto de coisas que a maioria das pessoas odeia, como Zoolander e lavar louça. De qualquer forma, sim, há cinco coisas que eu abomino. Porque até mesmo Gandhi odiava uma cueca freada, não é mesmo?
I - Fernando Henrique Cardoso: ele, o sociólogo gabola, me embrulha o estômago. Sério. Quando eu era office-boy, costuma almoçar nas barracas de cachorro-quente do Centro da cidade, sem contar que sou fã do duvidoso yakissoba da Avenida Paulista. Estes, porém, nunca afetaram meu sistema digestivo com a força do ex-presidente e ex-croque do Brasil. Só aquele maldito sorriso de "fodi com vocês" me dá vontade de arrancar as bolas do infeliz e introduzi-las eu seu reto, por um período de oito anos, para que ele saiba o quão edificante é ser fodido por Fernando Henrique Cardoso. Algo que, creio, nem Dona Ruth saiba.
II - Björk: é um misto de medo e ódio. Sim, eu tenho um medo absurdo da Björk. Aquela voz dela, aquele jeito bizarro de alienígena. E como o medo é parente próximo do ódio, eu odeio a Björk. Não consigo assistir cinco minutos de exibição de qualquer coisa dela sem que sinta um frio na espinha e a vontade de pegar um machado e separar a cabeça do corpo, no melhor estilo "matando Jason". Aquilo não é humano, aposto.
III - Judeus sionistas: eu não queimo sinagogas e não empilho judeus em valas para entrar no Guiness com o recorde do maior cinzeiro do mundo. Porém tenho ódio dessa história toda de Terra Sagrada e blábláblás. Enquanto se fiam aquela porcaria do Torá, crianças palestinas atiram pedras em tanques da melhor qualidade, que só o melhor da tecnologia em armamentos do mundo pode conceber. Isso sem contar a pose de "coitados de nós, lembrem-se de Auschwitz". Lembramos todos os dias, seus merdas, quando vocês entram em Jenin atirando balas como se fossem mamonas.
IV - Pessoas não complicadas: é, isso mesmo. Eu adoro uma complicação. Ir, voltar, pensar de novo, ver outro ponto, discutir, quem sabe até sair no tapa. Não gosto de gente que resolve as coisas em cinco minutos, por mais certo que esteja. Pior ainda quando a resolução vem de uma imposição que não agrada a outra parte. Puta merda, vamos sentar, chama outra cerveja, você não viu isso pela ótica dos Visigodos. Que diabo!
V - Legenda branca e intelectuais resenhando filmes-pipoca: legenda branca é o cúmulo da estupidez. Filmes americanos, quase sempre, tem neve (Fargo, um puta filme, é quase todo branco). Hollywood é a Meca do filmes. Entenderam o recado ou desenho, porra? Quanto as resenhas, a Folha, recentemente, publicou uma resenha do Amir Labaki sobre Cassino Royale, falando em "clichês do gênero" (termo clichê, por sinal) e outras merdas. O Labaki é um dos realizadores do "É tudo verdade", mostra de documentários e tal. Pois então, que vá resenhar documentários, cazzo, e não venha pedir arte em um filme que precisa de três coisas: mulher, dry martini e ação.
Como o mundo é cíclico, vamos ampliar do diâmetro (epa) da coisa:
Lelê: como sempre, pelo texto. E porque o FHC pode aparecer por lá.
Junior: pode fazer um top 10, sem problemas.
Lívia: pode ser só sobre a auto-escola, sem problemas.
Gabi: porque ela abraça árvores. E ama judeus. Pode ser um top 3.
Zé: o Junior vai dizer que DC fede. Fica a seu critério dizer se ele fede ou não.
