Eu estava aqui caçando um texto rabujentinho sobre o Dia dos Namorados. Ano passado, ano retrasado, cinco anos atrás, era sempre a mesma coisa. Chegava o tal do Dia dos Namorados e lá estava o Júlio, de bar em bar, vendo a felicidade alheia ser esfregada em sua cara. Ia para o cinema e havia malditos casais com seus malditos mimimimimimis assistindo filmes malditos da maldita da Meg Ryan. Ok, a Meg Ryan é maldita todos os dias do ano, mas não entremos em tal questão.

Enfim, lembro que antes eu buscava me ausentar de qualquer lugar, evento, cidade/estado/país, coisa e demais tópicos do Stop que envolvessem amor. Sabe como é, o cara tá lá, encalhado, gordo e bêbado. Quando vê uma merda dessas, pensa em sair atirando nos outros em pleno shopping center. E se conta isso na TV, é tachado de louco, ainda por cima. Pois bem, por mais que eu me esforçasse, no entanto, não surtia efeito. Se eu fosse numa reunião dos Abutres, veria motoqueiros velhos se abraçando de forma bem bicha. Se fosse em um canteiro de obras, peões diriam que amam uns aos outros e suas patroas, não respectivamente. Se eu fosse à um encontro entre judeus e arábes em Tel Aviv, os infelizes proclamariam a paz e acabariam com a porra toda.

Mas hoje, graças à uma moça muito famosa por aqui, conhecida como Mônica, Monicake, Bizunzinha e afins, eu posso ser bem mais breve, sucinto e feliz no texto sobre o Dia dos Namorados:

- Parabéns minha linda, te amo!

Viu, nem quero matar ninguém hoje. Até assistiria um filme da Meg Ryan, sem problemas. Só não aguentaria ver os caras do Abutres se pegando. Veado velho e motoqueiro é o fim.