Na minha lista pessoal de coisas estúpidas para se fazer, festa em barcos (é, isso mesmo, barcos, quase botes) atinge 98.2 pontos na Escala Não vai dar certo, em uma contagem que vai de 0 (ver a namorada, jogar Playstation 2) a 100 (jogar um tijolo para o alto e calcular a probabilidade dele não cair na sua cabeça, escalar o Marinho e o Gustavo como zagueiros). Ok, não podemos deixar de levar em conta que eu sou um cagalhão profissional. Mas como disse certa vez o Seinfeld, ninguém nunca viu um peixe dirigindo um carro, então porque diabos vamos nós mergulhar, guiar um barco ou mesmo abraçar um tubarão branco no Caribe para aparecer na National Geografic?

Pois bem, a Rapha avisou e a Mô confirmou que haverá uma festa em um barco (isso mesmo, quase um bote!) dia nove do próximo mês, lá no Rio. Estarei por lá, afinal de contas é aniversário da Mô e mimimimimi Dia dos Namorados (data a qual, vale nota, eu passo sozinho desde sei lá quando). Ao ser avisado que eu estou convidado, expliquei para a Mô que festas em barco não podem dar certo. Será que ninguém aprendeu as lições com Poseidon e Titanic? Tá lá todo mundo no rega-bofe, maior festança, e de repente um iceberg ou uma onda tomam de assalto tudo, e não há prosecco que nos dê forças para lutar contra a sábia Natureza, que foi muito clara quando nos fez sem nadadeiras, guelras e que, principalmente, nos deu um sistema respiratório que combina tanto com água quanto uma festa combina com barcos.

Sem contar que há sempre um esperto que, cheio de biritas na cabeça, resolve pular na água, esperando o nosso famoso tubarão branco, aquele que devorou Robert Shawn inteiro, arrancar metade do seu corpo enquanto a outra metade será degustada pelo Kraken, aquele polvo-gigante que devorou o Capitão Jack Sparrow.

Bom era quando as festas tinham como a coisa mais perigosa música da Bonnie Tyler, ponche sem álcool e saia balonê. Daqui a pouco as pessoas farão a festa rapel, a festa do bondinho do Pão de Açúcar e talvez, para que eu não vá de forma nenhuma, a festa do "traga seu rato de estimação". Para a festa do quindim ou da Erdinger grátis ninguém me convida.