Munido de dicionário carioquês-paulistanês e de uma saudade que não cabia mais em mim, fui para o Rio no feriado. Não, não era para ver o milésimo gol do baixinho e sim para dizer pela milésima vez "eu te amo" para a baixinha. E, ao contrário do Romário, não estou nem um pouco velho para quadruplicar este recorde.

Além disso, houve o "conhecendo os sogros". Sempre tive medo de fazer uma versão "Meet the Rochas", mais ou menos naqueles moldes do Ben Stiller: genro atrapalhado faz todas as merdas possíveis com as melhores intenções. Sabe como é, desde quebrar um vaso da Dinastia Ming doado pelo Conde de Araruama até derrubar lasanha e mesa em cima da tia mais querida da família. Mas se a Mônica é uma pessoa adorável, é por conta de ter sido criada por pessoas não menos adoráveis, como Dona Rachel e Seu Sérgio.

Teve ainda a Outs deles, com bem menos All Star nos pés; os macacos da Urca, 417 que cercam principalmente turistas; Ovo Oculto, um ritual pagão onde as pessoas usam orelhas de coelhos e entregam ovos de Páscoa umas às outras; Star Wars com um home theater que nos avisa: a Millenium Falcon está ali, no Andaraí, que fica entre a Tijuca e a Tijuca. Isso é sério. Sobre o Andaraí, não sobre a Millenium. Por fim, jantar no Rio Sul, onde o restaurante tinha um quadro da Nívea Maria. Já aviso, não cai nada bem com penne.

E tem agradecimentos à família da Mô, pela recepção calorosa, e aos amigos da Mô, pelas poucas piadas com paulistas e com camisas do Corinthians. Mas agradecimento maior à baixinha, cracaça não do Vashco, nem do Meiiiingo, muito menos do Corinthia meu!, mas do Imperador Futebol Clube. Cada vez mais batendo um bolão, essa mocinha.