Kratos é um cara que vive sempre puto com os deuses. Se o Procon existisse à época, o Olimpo estaria ao lado da Telefônica e da TIM no ranking de reclamações. Não sabe do que eu estou falando? Não jogou God of War ainda? "Problema teu!", diria Kratos, antes de bater sua cabeça na coluna grega mais próxima.

Sem noção, é isso que ele é. Se no primeiro jogo o "Fantasma de Esparta" (espécie de Loira do Banheiro com as Blades of Chaos) já gosta de partir ao meio (juro, não é eufemismo) os inimigos, em God of War II, Kratos pega afeição a outro esporte olímpico (pescou? Pescou?), aquele de bater as pessoas em coisas: Teseu (ou Perseu, dupla sertaneja de Hades!) leva umas portadas, no melhor estilo Kill Bill. Zeus, só o Deus Supremo do Olimpo, leva uma colunada nas idéias para aprender que, com o Joselito de Esparta, não se brinca.

A história é assim: depois de derrotar Ares e ganhar o título de Deus da Guerra, Kratos começa a dar uma força para humanidade. Zeus, tão filho da puta quanto Javé do Jesus me Chicoteia, manda a office-girl, sua filha Athena, dar um recado para o espartano:

- Véi, pára com essa porra que papai tá puto!
- Quem?
- Papai, oras, Zeus!
- Nepotismo da porra! Fala pro puto do seu pai que eu não tô nem aí para ele! Eu sou o Deus da Guerra e Zona Leste é muita treta!

E lá vai nosso anti-herói dar fim a população de Rodes, cidadezinha metida a besta que tem uma estátua conhecida como "O Colosso de Rodes". Devia ser a Campinas da época, tché! Athena, filha do Hômi, dá vida ao Colosso e a bicharada da cidade entra em polvorosa avisa:

- Se trouxer vivo, não tem treta, meu pai mata. Meu pai é foda! Ele solta raios pelas mãos!

Povo bicha da porra. Enfim, você fode com o Colosso, usando a Espada do Olimpo. Tô falando, uma viadagem só. Zeus, apelão bagaraleo, aparece, toma a espada e te mata. Tu tava prometido rapá, não tem idéia. É a lei da favela e o Olimpo, sendo um morro, não foge da regra. Só que, já que a boca de Zeus estava avançando na boca dos Titãs, Gaia, a mãe terra, te chama no terreiro para dar um alô:

- Zifim vai volta dos morto e Zifim vai matá Zeus porque Zifim é prometido.
- Porra de charuto fedido do caraleo.
- Zifim não troça. Zifim procura as Fiandeira do Destino e Zifim vai pedir um manto lindérrimo, um luuuuuuxo, pra vestir na próxima Rodes Fashion Week…
- Que? Afasta esse caboclo veado daí, porra!
- Er… hum… Zifim vai dar fim nas Fiandeiras e vai amarra o Destino pra vortá no tempo e mata Exú Zeus… hi hi hi…
- Precisa rir igual ao Silvio?

E lá vai você atrás das costureiras. Esgarçou sua saia rapá, pode andar assim não. O que? Não contei? Kratos, como todo espartano que se preze, usa saias. Os paga-paus de Zeus estão todos lá: Teseu, Perseu, Zezé de Camargo e Luciano, a irmã da Medusa, o primo do cunhado do genro de Hefesto. Parece aqueles casamentos de novela, com o núcleo reunido. Mas o melhor está no final. Você termina, acha o final uma merda (sabe como é, tá cheio de alguma-coisa-ina rodando na cabeça) e descobre que, veja só, haverá um God of War III.

Melhor que isso só se a Sony me der um Playstation 3. Porque esses japas desgraçados, provavelmente, vão lançar o jogo só nessa plataforma. Cadê os Zeus dos olhos puxados que não manda o Godzilla para acabar com eles?