Papai Noel existe e mora no Brasil. E neste ano, foi generoso bagaraleo.

Lelezoca, sempre dona do título de melhores presentes ever, meu deu o maravilhoso Assassinos por Natureza, dirigido por Oliver Stone, com Woody Harelson e Juliete Lewis, entre outros. Como se não bastasse, é o segundo roteiro de Quentin Tarantino que foi parar em Hollywood, na época em que ele angariava fundos para fazer uma de suas obras-primas, Pulp Fiction. Rodrigão, irmão da Lelê, não ficou atrás, presenteando este com o filme A Vila, um dos melhores suspenses da sétima arte e a melhor obra de M. Night Shyamalan, aquele que não sabe se é Spielberg ou Hitchcock e, enquanto descobre, trafega pelos dois sem cerimônia. Gabi me deu dois presentes, a veadinha, O inverno da nossa desesperança, de John Steinbeck, e Lua na sarjeta, do David Goodis, este último para suprir um vício que ela me apresentou: os livros policiais.

Lilhoca, conhecedora-mor dos hábitos deste que vos escreve, deu uma garrafa de vinho. Mais apropriado, impossível. Carolzinha deu-me uma super lanterna para leitura. Nem a Polishop seria capaz de inventar algo tão maravilhoso e engenhoso. Deve ser coisa da civilização maia, sempre a frente do mundo. Mônica me deu uma camisa do Madruga, tamanho P, no afã de que eu fosse um pouquinho mais magro, e acabei trocando essa por uma dos Simpsons encenando a capa do Abbey Road, dos Beatles que, conforme ela disse, foi sua primeira opção. Bom gosto, sem dúvida, ela tem… hehehehehehehehe.

Mamãe e irmão/cunhada/duas sobrinhas me deram camisas. Ericão acertou em cheio no presente, mas só perdeu o timing: Cassino Royale, citado posts atrás, aquele com direção do John Huston. Será trocado por Mar Adentro, com o Javier Bardem, história do poeta Ramón Sanpedro que lutou pela eutanásia após ficar tetraplégico. Se eu der sorte, ele também dá uma caixa de lenços, de tão foda que o filme é. Alê me deu um exemplar do Balde de Gelo, obra de Marco Aurélio e Daniela Macedo, e assim eu só preciso barganhar uma edição dos Malvados.

E o Junior, na zoada grandona do ano, me deu Cartas a um jovem político, do Fernando Henrique Safado Cardoso. Como o mesmo autorizou a troca, eu prefiro crer que ele deu o livro Dentro da Floresta, do David Remnick, obra citada alguns textos atrás e que reúne perfis de Vladimir Putin, Mohhamad Ali e Al Gore, escritas pelo autor quando à frente da chefia da revista New Yorker. A Coleção jornalismo literário vai se fechando.

A todos o meu muito obrigado e os votos de um Natal do caraleo (que já foi, por sinal) e de um 2007 cheio de coisas maravilhosas e realizações mil. Não posso esquecer também de agradecer e desejar o melhor de tudo para Fê, Lívia (a chefa mais legal do mundo), Dona Rose, Seu Fausto, Luquinhas, Marys, Bia, Sol, Vanessa, Desconjumina, Zé Buerão, Brunão, Tiagão (dá-lhe Colorado!), Dionea, Zander, Santini, Silvério (o Papai Noel), Théo, Daygo, David, Denis, Derick, Vitória, Luisa, Marcão, Juninho sobrinho, Neide, Zuleide, o pessoal aqui do trabalho, Monica Belucci, Madona, Martin Campbel pelo novo Cassino Royale, Helozita Caprioli, Rosana (e os descontos na Cia das Letras…hehehehehehe), Claudinha (que agora é Doutora Titia), o pessoal do Portal dos Bandeirantes e mais um montão de gente que a minha memória de Dotty, do Procurando Nemo, não me permite lembrar agora. Todos são presentes de Natal, o ano todo, e sou mais do que grato pela participação de vocês na história deste que escreve.

Agora, bóra todo mundo tomar champagne (champanhe? Sei lá, dá cerveja). Saúde!