Quando ele a viu pela primeira vez, não pode deixar de ficar intrigado com todo aquele magnetismo. Afinal de contas não era nada além do normal, mas havia algo, uma aura, como é aquele negócio que dizem que os predestinados têm? É aura mesmo, sei lá. Enfim, ela era o núcleo, o centro de toda e qualquer atenção, masculina e feminina.
Não poderia ser somente pelo sexo, mesmo porque ele já estava acostumado a não sucumbir aos desejos da carne. Ok, é muito clichê, então vamos mudar para uma melhor: ele não estava acostumado a sentir tesão. Melhorou?
Enfim, mas quando ele a viu, "puta merda", foi o que ele exclamou. E ele mal acreditava que estava ali, na mesma mesa, tomando do mesmo café, falando das mesmas coisas. Era algo simbiótico, era um buraco negro engolindo tudo à sua volta, problemas, soluções, causas, efeitos, café, ele, nós, você. E ele, coitado, ele nem piscar conseguia.
Uma hora, é claro, a coisa foi para onde vão quase todas as conversas boas.
- Na minha casa ou na sua? - ela perguntou
- Eu não sei… eu… eu…
- Você?
- É, eu não posso… eu… sabe, eu não sou esse tipo de homem que você está pensando, e…
Antes mesmo que ele pudesse pensar em explicar de forma coerente, ela o tomou pelos braços, algo não muito usual, mas totalmente condizente com a coisa toda de buraco negro, magnetismo e afins. Daquele beijo saiu o destino, que seria a casa dela. Algumas horas depois, cigarro no canto da boca, cinzeiro apoiado na barriga, ele vaticinou:
- Amanhã eu largo o seminário.
Realmente, seria um tanto difícil ela ir à casa dele.

Eu ainda não sei até hj o que faz as pessoas escolherem a vida de padre. Não tem coisa melhor que mulher. E os caras se privam disso!
Se bem que eu tenho uma tara por freiras…Acho que vou entrar pro seminário.
Comment by Bruno — August 2, 2006 @ 3:10 pm
Seminario serve pra que?
Comment by Milton Fernandes — August 2, 2006 @ 3:24 pm
Drogas?
Comment by Junior — August 2, 2006 @ 3:57 pm
Daquele beijo saiu o destino, que seria a casa dela. Algumas horas depois, cigarro no canto da boca, cinzeiro apoiado na barriga, ele vaticinou:
- Amanhã eu largo aquele bofe maldito.
Esperança meninas, esperanças!
Comment by Lilhá — August 2, 2006 @ 8:23 pm