A gente sabe que o fim da linha chegou quando se tem oito blogs se faz necessário ir a um puteiro, prostíbulo, meretrício, zona, enfim, à uma "casa" para resolver aqueles problemas de foro intímo e tal.
E o João, coitado, precisou comparecer a uma casa da luz vermelha (um baita eufemismo bonito, por sinal). Não que ele tivesse oito blogs, é claro. Mas João não andava pegando nem gripe e resolveu que era aquilo, ou a morte. E morrer com o número de punhetas que ele tinha era programa de milhas para cinco milênios no Inferno.
Então João resolveu ir, mas tinha outro problema: ganhava pouco, o rapaz. Sustentava a família, gente simples e honesta. Num mundo perfeito, ele teria sua cota de foda diária sem problemas. Mas na sociedade capitalista cheia daqueles clichês vermelhinhos, ele tinha de pagar por aquilo. Como trata-se de uma no cravo, outra na ferradura, João pode optar por diversos preços pois, mesmo sendo injusto, o capital alimenta a livre concorrência.
Então lá foi nosso intrépido herói ao famoso Treme-treme (um belissímo e sagaz apelido) atrás de moças experientes que pudessem dar um auxílio ao seu pequeno problema. Só que naquela noite, algo mudaria a vida de João. Algo com 1,68 metro, 65 quilos, uma bizarra combinação de meia arrastão verde limão com top laranja que cobriam a bunda mais redondamente perfeita que João já viu, bunda esta em simetria com os seios, como se exclamassem em uníssono: promoção única e imperdível.
Paula era seu nome, e aquilo era um bico. Recém-chegada ao curso de jornalismo, ela não tinha como pagar os oitocentos reais da mensalidade, sem contar os livros e tudo o mais que o ato de ingressar numa faculdade pede. Na sua lógica torta, porém sagaz, vaticinou:
- Já que eles me arrancarão a calcinha, faço isso por conta própria.
E lá foi ela para a vida, para encontrar João, que chegou e voou para cima da moça antes que qualquer outro pudesse vê-la:
- Er… hum… oi…
- Oi?
- Tudo bem? Er… você vem sempre aqui?
Entenderam agora porque ele não pegava nem gripe?
- Cem reais…
- Que isso, as outras cobram 30!!!???
- O que você é? Surdo? Economista? Meu terapeuta? Quer conversar? Cem reais ou nada…
João estava apaixonado. "Que humor! Ou mau humor…", ele pensou, mas não importava, aquela mulher era seu sonho materializado. Enfiou a mão no bolso e, da carteira, sacou cem reais. Os olhos de Paula brilharam:
- Tudo bem gatinho, é por aqui…
E lá foram eles para a melhor noite de João que, ao final da hora, sacou mais cem e pediu desconto para mais duas horas. Acabaram fechando em uma hora e meia, numa bizarra barganha à meia-luz, e João prometeu voltar.
Nos meses seguintes, tratava-se de outro homem. João não comia, não bebia, economizava cada centavo para, uma vez por semana, torrar cem, duzentos, até trezentos reais com Paula. Tornara-se um avaro de primeiira linha, levando a vida dessa forma durante quatro anos. Paula, após os quatro anos, pegou outro tipo de canudo, largando a vida fácil por outra não lá muito difícil e sumindo do dia-a-dia de João, não sem antes tentar consolar o pobre amante:
- Agora você me terá todos os dias, nas bancas de jornal, por apenas R$ 2,50.
E João seguiu lendo sua amada por dois anos, até que um dia apareceu morto, no quarto de sua casa, forrado de artigos assinados por Paula Alvarenga. No dia seguinte, uma carta chegou ao jornal, remetida por um certo João:
"Caro Editor-Chefe
espero que esta missiva o encontre bem. Quero que saiba que morri por causa da merda do seu jornal e da puta que escreve uma vez por dia um artigo neste lixo. Eu que acreditava que o jornalismo era feito de forma idônea, agora sei que ele está cercado de putas, de cafetões e afins. Aliás, é uma ofensa a classe de trabalhadores da zona comparar eles com vocês. Vocês são umas antas, umas bestas, uns imbecis! Espero que esta carta te encontre com um edema, um problema cardiovascular qualquer, um tumor! Enfim, espero que você se foda, junto com a sua ninfeta!
Cordialmente.
João"
O editor, ao ler a carta, apenas sorriu e, por entre esse sorriso, sibilou:
- Parem as prensas, ele acaba de descobrir a roda…
Paula ria junto, sentada no colo do chefe, fazendo serão com um picador de gelo na mão.

Que putaria!
PS: O nº de confirmação do meu comentário tinha um “666″ será que vai acontecer algo comigo???
Comment by Bruno — July 27, 2006 @ 2:37 pm
Véi, não entendi nada, na verdade ela vendia raspadinha (heh)?
É isso? (hum)
Comment by Lilhá — July 27, 2006 @ 3:07 pm
Rá, vc trepou MESMO!!! \o/
Comment by Junior — July 27, 2006 @ 4:02 pm
*medo*
mimimimimimimimimi
Comment by vanessa — July 27, 2006 @ 4:24 pm
Poutz, 1,68 e 65 quilos e ainda cobrando 10 reais??
Err.. n q eu conheça esse mercado, claro q não.. :S
Comment by Tiago — July 27, 2006 @ 6:15 pm
Isso tudo foi pra dizer como será o seu futuro depois de formado!?
Mesmo assim, gostei da estória. rs
Comment by Sol — July 27, 2006 @ 7:38 pm
má vc sabe que foi brincadeira, néaaaam, colega de trabalhommm?
pode esculhambar que tamos aê pra isso
hihi hahaeee
Comment by vanessa — July 28, 2006 @ 12:45 pm